Paris, dia 1: É aqui que é aqui?

Nem cinco da madruga e já estávamos no aeroporto, eu e Camicleide. O voo foi tranquilo, pelo menos nos 5 minutos da nave taxiando antes de decolar, quando eu ainda tava acordado. Chegamos no CDG, nos perdemos um pouco, achamos o rumo do trem, descemos na estação Châtelet – Les Halles, deixamos as malas no hotel e fomos dar uma banda pelas cercanias. Caminhamos pela rue Saint Dennis, onde paramos para nossa primeira refeição francesíssima: cachorro quente frio com ice tea, sentados numa praça olhando a fonte. Andamos mais um pouco, achamos uma farmácia com umas promoções ótimas e uma assistência com uns olhos verdes mais ótimos ainda, e passamos pela torre de Saint Jacques, que fica do lado do hotel. O hotel (Victoria Chatelet), aliás, é bem simples, ainda mais depois do The Gibson, da última noite em Dublin, que era um espetáculo. Mas tá valendo: a vizinhança é agradável e o chuveiro é joia, embora o box seja miúdo. Banhos tomados, energia recuperada, cruzamos o Sena, passamos por La Conciergerie e chegamos à catedral de Notre Dame.

La Notre Dame

La Notre Dame

Sei que pra muita gente é só mais uma igreja grande e linda, mas, pra mim, foi muito emocionante. Percorremos as naves, admiramos os magníficos vitrais, os paineis e obras sacras, o lustre secular que lá é exibido como relíquia… Ainda tivemos a imensa sorte de assistir ao começo da missa, a coisa mais linda, impossível não se comover. Quase comprei um presentinho pra minha tia lá na lojinha, mas achei que 200 euros era mercantilização demais da fé, me enfezei e não dei. Arrodeamos a igreja para chegar à praça João XXIII, tiramos fotos das rosas esplendorosas no jardim, cruzamos a ponte para a Île St. Louis e achamos uma lojinha de queijos alucinante, onde compramos uma indicação do vendedor que nos levou ao delírio (o queijo indicado, não o vendedor, digo). Pegamos uma baguete e bebidas na boulangerie vizinha, tentei comprar camisas na Cotton Doux (não tinha a que eu queria no meu tamanho, então preferi visitar as outras lojas), escolhemos um cantinho à beira do Sena e lá sentamos para merendar e curtir a linda tarde de sol junto com outros turistas e muitos locais.

Eu e o Sena

Eu e o Sena

Comemos, ainda, um merveilleux de chocolate, um suspiro grande recheado e coberto que tava de fato maravilhoso. Cruzamos o rio de volta, tomamos sorvetes na Berthillon, visitamos a igreja Saint Gervais, passamos pelo Hotel de Ville, que é a sede da prefeitura, flanamos pelo Marais, voltamos pelo Beauborg (já fechado, mas voltaremos), mostrei à Camilinha a rue St. martin, já eleita das minhas preferidas, compramos um queijo, uma baguete e um vinho fantástico por NOVE EUROOOOOOS no Carrefour. De volta ao hotel, já quase 10 da noite, fizemos um jantarzinho doméstico delicioso e capotamos, vencidos pelo cansaço.
Paris, Paris. Começamos bem.

(texto de 28/05/2012)

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