Paris, dia 2: Vrááááá!

Nada como um croissant beurre com café pra começar o dia bem parisiense. Seguimos pela rue de Rivoli, escolhemos óculos numa loja por ali (ainda não comprei porque estava sem a receita, mas acho que hoje eu me empolgo), quase enfartamos ao dar de cara com a bunda do Louvre. Ali, na esquina, aquele gigante deitado, ameaçador e belo. Recuperados do choque, visitamos antes a igreja St-Germain l’Auxerrois, gótica e deslumbrante como tantas outras, e daí adentramos o Cour Carée, páteo circundado por quatro dos grandes prédios do museu, de onde avistamos a Place de l’Institut, do outro lado do Sena. Ainda acachapados, cruzamos mais uma passagem e demos de cara com a grande pirâmide de vidro e suas filhinhas, onde tiramos várias fotos de turista babão – que somos, assumidamente, hehe!

Louvre 1

As pirâmides vistas do Carrousel du Louvre

Escapamos rapidinho para ver o Palais Royal do lado direito, voltamos por dentro do Carrousel du Louvre, um shoppingzinho já guardado na memória porque foi onde comemos os primeiros macarons da viagem (pistache, framboesa, caramelo com flor de sal, flor de laranjeira) na Ladurée e uma delicada barrinha na Maison du Chocolat.

Macarons da Ladurée

Macarons da Ladurée

Percorremos o Jardin des Tuilleries, cheio de franceses e turistas curtindo o dia ensolarado sentados em volta das fontes, e atravessamos até a margem esquerda do Sena para visitar o d’Orsay, que fica numa antiga estação de trem e guarda uma coleção vastíssima de obras impressionistas, simbolistas, de art nouveau e dos meus adorados pontilhistas (Seurat, Signac, Pissarro, Luce…). Ficamos umas três horas e meia lá dentro, até sermos expulsos, e ainda não deu pra ver tudo – como nunca dá em qualquer museu decente.

Museu D'Orsay

Museu D’Orsay

Voltamos às Tuilleries, babamos na Place de La Concorde, saímos trupicando pela Champs-Élysées, com os corações nervosos a palpitar. Compramos queijo azul, jamón, pão, iogurte e um vinho delícia por QUATRO EUROS no Monoprix e paramos na primeira praça para estender a canga e fazer nosso piquenique bem no meio da avenida mais famosa de Paris. Saciados, entramos na boutique exclusiva da Guerlain – resisti a comprar um vidrão de Heritage, perfume que usei há anos, adorava e não encontro mais no Brasil -, depois na maior Sephora que já vi na vida. Terminamos o percurso chegando no Arco do Triunfo, motivo da quarta ou quinta parada cardíaca do dia. Ingressos comprados, subimos os 284 degraus até o terraço, de onde assistimos ao sol se pôr por detrás dos arranha-céus em La Defense e às luzes da cidade acendendo com o cair da noite (às 22h, vale ressaltar, que os dias nessa época do ano são looooongos aqui). O golpe de misericórdia sobre nossos já exaustos corações foi quando a Torre Eiffel começou a piscar freneticamente, reinando absoluta no skyline parisiense, arrancando um sonoro suspiro da multidão ali reunida. Indescritível a sensação de ver a cidade se reunindo na Etóile e a Sacre Coeur iluminada à distância.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

Decidimos voltar a pé, pra admirar a cidade-luz acesa. Vimos street dance em frente às vitrines das grifes mais luxuosas, vimos o amarelo banhando os monumentos, vimos modelos estonteantes fotografando um editorial na Place Vendôme. Chegamos ao hotel depois de 13 horas batendo perna, já que ninguém deixou menino chorando em casa. Esgotados, física e emocionalmente, extasiados como quem amou.
Paris, je t’aime!

(texto de 29/05/2012)

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