Paris, dia 4: Amigos, amo vocês!

Dia de seguir as dicas e recomendações recebidas – e deu tudo super certo! Com a sugestão da Renatinha Farias, fomos comer croissant e pain au chocolat no Angelina, um café tradicional e bacanésimo que fica num prédio antigo ao lado do Louvre e serve um chocolate quente tido como o melhor da cidade – e, de fato, só pode ser, porque a gente gemia a cada gole! Interagimos com um casal de tiozinhos americanos ótimos que visitavam Paris pela terceira vez, comemorando bodas de sei lá o quê, e que deram mais umas dicas pra gente.

Café da manhã no Angelina

Croissant, choco chaud e pain au chocolat no Angelina

Cruzamos o Jardim des Tuileries rumo ao L’Orangerie, museu remodelado a pedido do próprio Monet para guardar 8 fabulosos paineis com suas Ninfeias. O espaço é branco, clean, transcendente em sua proposta de fazer o cidadão desligar do estresse cotidiano e se permitir contemplar, introspectar, relaxar. Eu já me dava por satisfeito com a experiência nos dois salões ovais no térreo, quando resolvi descer ao subsolo só para bater o cartão de turista e dizer que vi… Que surpresa! Uma coleção fantástica fica ali embaixo, com mais de 30 quadros do Renoir, outros tantos Rousseau, Matisse, Utrillo, Vlaminck, Picasso e uma meia dúzia de Modigliani, que eu adoro! De lá, tomamos o metrô até a Place de Clichy para tirar foto no Moulin Rouge, brincar de Amélie Poulain no Café des 2 Moulins (Camilinha queria porque queria trazer o balcão ou o ventilador de teto do lugar como souvenir), comer a melhor torta de ruibarbo na Les Petits Mitrons, passar pelo prédio onde morou Van Gogh, ver os dois moinhos restantes no bairro e o Clos Montmartre, o derradeiro vinhedo de Paris, evitar as ruazinhas cheias de “artistas” e ambulantes do Butte – o puro Embu das Artes, achei – e finalmente chegar à majestosa Sacre Coeur, com seus mosaicos deslumbrantes e o cenário inesquecível da cidade vista do alto.

Sacre Coeur

Basílica de Sacré Coeur

Depois de subir ao topo da torre e escapar dos caras chatos que ficam tentando amarrar pulseira no braço da gente e das meninas que tentam te fazer assinar um abaixo-assinado qualquer pra depois vender seu e-mail para mala-direta, sentamos no gramado para dar uma pausa antes de explorarmos o comércio da região até o Pigalle, incluindo a Maison Georges Larnicol, uma doceria/chocolateria onde fui ao céu com um tal kouignette – é um bolinho doce folheado, viu, mentes sujas? A ideia era jantarmos num restaurante recomendado pelo Joãozinho, mas como o Cu da Galinha (esse é o nome do estabelecimento, que tal?) ainda estava fechado, nos tacamos pras Galleries Lafayettes, pra constatar o tamanho da liseira: eu mesmo só comprei umas mostardas, geleias e chás no mercado – que, aliás, é um sonho para qualquer gourmand -, e Camilinha saiu com uma blusa e um cinto da Zara e ódio da vendedora que ficou mangando porque ela perguntou se aquele era o preço com desconto. Aproveitamos para passar no Palais Garnier, a ópera de Paris que fica ali do lado, e então nos dirigimos ao Cul de Poule, que é apertadinho e meio fedido como o nome sugere, mas serve uma comida deliciosa: ratatouille lindamente apresentado, um risoto vegetariano excelente pra Camis e um pargo no ponto com cucuz marroquino pra mim! Parfait!
Nesse dia nem sabemos como chegamos ao hotel, porque costas, pernas e pés inexistiam, de tanto cansaço. Mas por dentro a gente era só alegria! Isso aqui é bom demais!

(texto de 31/05/2012)

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