Paris, dia 5: Arrocha, Duracell!

O plano inicial para sexta era irmos ao Palácio de Versailles, mas a viagem pareceu muita função para dois aventureiros já meio gastos de tanta andança, então mudamos o foco e resolvemos explorar o lado sul da cidade. Atravessamos a Île de la Cité, compramos uns sanduíches e umas Oranginas e fomos comer junto dos alunos da Sorbonne, nos jardins do Palais du Luxembourg, que são menos muvucados e mais agradáveis que les Tuileries. Aí começou nossa peregrinação: visitamos uma feirinha de antiguidades e a igreja de Saint-Sulpice, em busca do Gnomon Astronomique, e lá batemos um papo descontraído com o Dan Brown e trocamos umas ideias para o próximo livro, e tal (ok, não devia ser ele, mas a gente agiu como se fosse). Seguimos para Saint-Germain-des-Prés, a mais antiga igreja ainda “viva” de Paris, onde pudemos assistir ao ensaio de um coro escolar de música sacra, uma joia de formação fazendo valer aquela acústica toda. Já que estávamos super trabalhados na religiosidade, fomos pecar um pouquinho na loja da Hermés na rue de Sèvres: um misto de cobiça e luxúria nos invadiu naquele templo de riqueza e finesse, e glamour a gente tem de sobra, pena que faltava a bala na agulha – ou o crédito na praça. Demos uma pinta no Le Bon Marché, endoidamos no jardim das delícias AKA La Grand Epicérie de Paris (comprei mais mostarda, mais chocolate, umas batatas fritas tipo Ruffles chique e iogurte de ruibarbo, meu novo xodó) e fomos rezar mais um pouco na Capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, que é linda, linda, e uma freira carioca abençoou nossas medalhinhas.

Iogurte de ruibarbo, o melhor do mundo!

Andamos até Les Invalides pra ver sua famosa cúpula dourada, passamos em um mercado, compramos queijos e um Bordeaux mimoso por OITO EUROS (acho que nunca mais vou ter coragem de pagar as fábulas cobradas no Brasil), passamos numa boulangerie para pegar uma baguete recém saída do forno, bem quentinha, e cruzamos o Champ de Mars para mais um pique-nique quase despretensioso, ao pé da Tour Eiffel. O dia estava lindo, com um céu azul e muita gente espalhada no gramado. Vimos o sol se pondo, segurando a emoção, e fugimos da fila medonha para subir a torre – outro dia voltaremos.

Pic-nic sous la Tour!

Les Invalides

Já no hotel, tomamos banho para recuperar as forças e renovar o desodorante, porque afinal nóis num ganha em orrô mas é limpinho, e saímos de novo em busca de um bar cheio de gente fina, elegante e sincera para nos misturarmos, mas não achamos nada assim pela região e terminamos num pub bem jovem e meio underground que tocava até funk tupiniquim. Deixei Camis no hotel e parti para o Raidd, um bar lotaaaaaado no Marais, onde encontrei um grupo de brasileiros alucinados e fervidos que me arrastou para uma balada numa cripta ou algo que o valha chamada Le Cud. O som tava ótimo, o povo tava péssimo e eu tava só a farofa passada, sem condição de manter os dois olhos abertos ao mesmo tempo. Sou tiozão, dou conta mais desse agito todo não. Cinco da madruga era mais que hora de eu capotar.
Noite parisiense: check. Ai, que saudade do meu Grand Bal Masqué!

(texto de 01/06/2012)

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