Paris, dia 7: Cadê a Bastilha?

Quem é que acorda cedo nessa terra? A gente é que não é, porque o cansaço nos derruba com força e é preciso repor as energias se quisermos continuar aproveitando. Com isso, levantamos num pulo e nos arrumamos depressa para ainda pegarmos a rebarba do Marché Bastille, a maior feira de rua de Paris. E que feira incrível, viu? Frutas e legumes que pareciam de plástico de tão perfeitos, ervas e temperos de todo tipo, sabonetes de Marseille, queijos mil, charcuterie e televisão de cachorro, vinhos a rodo… Ai, ai, ai! Comemos galette (não confundir com crepe, sob risco de levar uma ovada de um francês mais ortodoxo enfurecido) e tomamos sidra, tudo muito autêntico e delicioso, e não resisti ao Crémant d’Alsace quase de graça que um vendedor marroquino que falava português me mostrou. Procuramos a Bastilha até descobrir que ela não existe há coisa de 250 anos (é, eu gazeava as aulas de História), mas tiramos umas fotos da torre e da Ópera. Saímos de lá e cruzamos o 11e Arrondissement, passando por um típico mercado de pulgas na rue Saint-Bernard, até chegarmos ao gigante Père Lachaise, mais visitado cemitério da Europa, onde repousam os restos mortais de vários franceses ilustres. Vistamos os túmulos de Allan Kardec, Edith Piaf, Oscar Wilde, Rossini, Modigliani, Moliére, La Fontaine, Jim Morrison e dos amantes Abelardo e Heloise. Há quem veja morbidez num programa desses, mas eu, que já coordenei o marketing de uma rede de cemitérios, me divirto!

Edith Piaf (1915-1963)

Edith Piaf (1915-1963)

Jim Morrison (1943-1971)

Jim Morrison (1943-1971)

Pegamos um trem para o Marais e, aproveitando que meu cartão ainda tava bem black, comprei uns óculos faaaashion que queria, me dei um eclair de chocolate da Pain de Sucré pra comemorar e arrastei Camilinha pro Le Tango, crente que íamos arrasar no ballroom, mas tava rolando mesmo era uma Shakira loca-loca-loca e all the single ladies moving like Jagger na pista!

Óculos novos!

Óculos novos!

Kamilinha e seu paquera no Le Tango

Kamilinha e seu paquera no Le Tango

Depois de umas cervejas a gente achou tudo muito divertido, até as exóticas apresentações (?) de dança (???) que mais pareciam aquelas marmotas a que obrigavam a gente na escola, quando ainda não tínhamos senso crítico nem força física para nos defendermos. Saímos famintos e paramos no Derriére, um restaurante morto de descolado que avistamos por acaso da rua, cheio de gente bonita, com uma mesa de ping-pong no meio do salão e servindo umas vieiras fabulosas! Saciados, felizes e imprestáveis, voltamos ao hotel e nos jogamos na cama, que amanhã cedo o Rogério vem nos buscar pra passear!

(texto de 03/06/2012)

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