Paris, dia 8: Turista é o car…, meu nome é PARISIÉN!

Depois de dias perambulando meio mulambentos, decidimos nos montar para encontrar meu amigo Rogério, que pontualmente às 10 nos esperava no saguão do hotel. Ele nos levou ao Marché aux Puces de St-Ouen, o mais antigo e famoso mercado de pulgas de Paris, no Porte de Clignancourt, última estação da linha 4 do metrô. Muitas lojas ainda não estavam abertas, pois na segunda os comerciantes esticam a soneca, mas deu pra gente babar nos móveis palacianos, nos jogos de cristais rebuscados, nos quadros e esculturas seculares… Quando a alergia atacou o Roger, e o passeio já tinha valido, fomos almoçar no Lémoni, primeiro restaurante onde ele trabalhou aqui, um café bio com receitas vegetarianas muito bem preparadas e um tempero delicioso da Corsa. Circulamos pelas lojinhas quase abandonadas mas ainda chiquérrimas do Palácio Real (a boutique de perfumes Serge Lutens é das mais charmosas que já vi), seguimos pelo comércio grifado na rue Saint-Honoré – inclusive passando vontade na Colette, onde uma camisa que se comunicou comigo custava básicos mil orrôs e me obrigou a comprar uns chocolates pra compensar -, batemos perna em Les Halles em busca do framboisier perdido, paramos pra uma cerveja, seguimos ao Marais. Como a temperatura caiu vertiginosamente ontem, rolou um pit stop pra Camilinha comprar uma jaqueta bem linda e se cobrir mais, que o ventinho gelado tava realmente de lascar. Passamos pela igreja St-Merri, onde vimos uma instalação bem alegrinha, com mil enfeites de papel colorido pendurados no teto da nave central, e ainda vimos um ensaio do que parecia ser um concerto meio modernoso, com artistas cheios de estilo fazendo bico e cara de entojo. Já na happy hour, sentamos no Raidd para mais uns drinks e ficamos lá conversando besteira e vendo o trânsito da gente bonita de Paris. Com fome, rodamos um pouquinho e paramos no L’Alivi, um bistrô morto de gracioso com um belo (ops) atendimento e comida fantástica: meu boeuf au poivre veio macio, saborosíssimo e com umas batatinhas que ai, ai.

Boeuf au poivre no L'Alivi

Boeuf au poivre no L’Alivi

Nos despedimos dos meninos (Jean nos encontrou pro jantar) e voltamos ao hotel. Levei quase duas horas para arrumar as malas, e agora está tudo pronto pro nosso último dia – oh, dor! – por aqui.

(texto de 04/06/2012)

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