Como eu, como tu, como tudo

Sempre me impressionou como os peruanos usam muitos ingredientes na sua preciosa gastronomia: quem já viu a elaboração de uma boa leche de tigre sabe do que eu estou falando. Outro dia provei um molhinho (“aderezo”, olha que lindo) que a empregada da Giuliana fez para acompanhar um arroz con pollo, coisa mais besta, parecia, e pedi para ela me ensinar. Qual não foi minha surpresa quando ela elencou tudo o que tinha despelado, picado, curtido, temperado etc. naquela aparentemente simples e prática sarza criolla…
Daí que hoje eu me dei conta que tampouco sou econômico ou objetivo quando vou pra cozinha. O almoço de hoje,por exemplo, vai ser uma riquíssima salada, que todo mundo na casa está de dieta (menos Luna, a esgalamida). A base, claro, é alface, porque aqui não tem tanta opção de folha. Daí, pra incrementar e proporcionar algum prazer gourmet, fui acrescentando: cebola roxa, ají amarillo (um tipo de pimenta), tomate, cenoura ralada, milho, amêndoas torradas, passas, semente de girassol, atum, alcaparras, azeite de oliva, pimenta do reino, sal rosado de Maras e suco de limão. E uns croutons de pão pita praquele croc.
Não deve ter ficado delicioso como os pratos típicos daqui (preparei um olluquito outro dia que ficou SUPIMPA, e a meta agora é criar coragem para fazer carapulcra), mas eu vou tentando, e um dia aprendo.
Gastón Acúrio que se cuide.

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