Happy Bel’s Day!

Três da madrugada, durmo des-mai-a-do no sofá do escritório. Ela joga um copo d’água na minha cara, eu pulo sobressaltado:

– ACORDA! A prova é daqui a pouco e tu tem que me ensinar essa merda de trigonometria!

Isso tem 20 anos, época do pré-vestibular. A gente se reunia na casa dela para estudar pras provas, um grupo de 7 meninas e eu, bendito seja sempre. Bel morava num apartamento bonito e confortável na Aldeota, com 4 suítes e vista pro mar. Filha de médicos, com grana, podia ser muito fresca como outras no colégio. Era não.

Nunca vou esquecer do dia quando a convidei para almoçar em casa, nós ainda na… quê? sexta, sétima série? Saímos da aula, pegamos o ônibus, descemos na Jovita Feitosa e caminhamos debaixo do sol quente. Ana Célia tinha preparado um baião-de-dois, uma carne de sol, e serviu o almoço nos pratos duralex gastos, riscados. Lembro da vergonha que sentia por morar numa casa sem luxo no Parque Araxá. Sorrindo amarelo, repeti a velha frase que vovó dizia com tanta simpatia:

– A casa é simples mas recebe com amor, viu?

Ao que ela, quase me ralhando, respondeu:

– Tu tá me dando um prato de comida! Acha mesmo que eu vou reparar em qualquer coisa? Tenho só é que agradecer!

Ela é minha irmã. Seus irmãos viraram meus irmãos. Seus pais são meus tios lindos. Suas filhas, as sobrinhas amadas do Tio Lêco. Somos todos uma imensa família, feitos da mesma matéria, curtidos na mesma dor e no mesmo riso. Fui buscá-la no aeroporto quando ela voltou da Disney pela primeira vez, cheia de canetas coloridas e adesivos brilhantes na mala. Ela me deu o último abraço quando fui embora para São Paulo. Sequei suas lágrimas nos términos de namoro e nas noites de cólica. Brincamos e nos embebedamos juntos tantas vezes, do Iguape a São Paulo. Chorei de alegria quando ela se formou em Medicina. Fui padrinho no casamento. Estava lá tirando foto quando a Bebela nasceu. Ela acompanhou a cirurgia da minha mãe e, aos prantos e sem condição de falar, escutou seu pai me contar que o câncer era terminal. É muita história. Muita cumplicidade. E a segurança absoluta de que, apesar de qualquer distância ou tempo, temos um ao outro.

Feliz aniversário, feliz vida, Cybele. Te espero em 2015 – a casa ainda é simples, mas continua recebendo com muito, puro e eterno amor.

P.S.: Me controlei e nem falei da tomadinha, viu?

CRUSP, 1997

CRUSP, 1997

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Beauty lies in lovers’ eyes (ou “Beauty, I <3 you"]

Agosto de 1995. Não faço mais a conta dos anos, esqueci a data certa também. Mas lembro dos óculos de resina preta, pesados, grandes, contrastando com teus olhos e boca miúdos. Uma cara branca, cheia de bochecha, emoldurada pelo cabelo encarnado no corte chanel. Achei o máximo ter na sala um cosplay da Velma [aquela do Scooby-Doo], e o interesse cresceu quando você disse que havia estudado no Lourenço Filho (colégio de gente dos “outros bairros”, já me identifiquei logo) e sonhava ser astronauta. No primeiro dia, a primeira arenga: geniosa, essa aí, pensei. Te saquei de cara.

Foi numa aula da Coema que eu me apaixonei por ti. Tu discutiu alguma nuance de um verso do Chico, uma figura de linguagem qualquer. Chegou uma, chegou a outra, nos chegamos todos e formamos o mais emblemático trio de quatro que o velho pátio da Comunicação já conheceu. Os beijos coletivos, o Pertinho, a Quadra do Céu, o Culto a Baco… tanta história em tão pouco tempo, num foi?

Porque eu fui embora. Na festa de Halloween que me armaram de despedida recebi um cartão com mensagens de todos os colegas, guardado até hoje, e entre tantas palavras lindas e cheias de sentimento, duas linhas tuas, parafraseando Dominguinhos: “Amigos a gente encontra, o mundo não é só aqui”. De fato o mundo não era só ali, e ele me chamava. Fui, vi, venci. Venci porque encontrei novos amigos sem nunca perder os que tinha – meu maior tesouro, não canso de dizer. E venci de novo quando, me sentindo mundo, te chamei. Pra minha imensa alegria, você foi.

Dividimos o teto, as incertezas, a dose de tequila. Fomos vizinhos, partilhamos açúcar e afeto, a dor e a delícia de ser quem éramos. Quantos segredos nos confidenciamos? Quantas vezes nos abrimos um pro outro? De quantas máscaras nos despimos? Tu, certeza, de bem menos do que eu, que tanto me resguardo quase sempre. Mas não contigo. Contigo não preciso nem posso me esconder de mim, porque tu me sabe no íntimo, no ínfimo. Porque somos feitos da mesma matéria – no que ela tem de melhor e pior.

Você é grossa. Assumidamente, convencidamente grossa. E seria muito mais se não fosse o teu personal-RP-Tabajara aqui. É sincera em excesso, objetiva em excesso, teimosa que só. Apaixonada, eu digo. E apaixonante. Uma mulher movida a paixões e que igualmente as move. Pra ti não basta correr: tem que ter cinco pares de tênis diferentes, baixar todos os aplicativos, treinar com um especialista, participar de provas – quer dizer, tirando aquela vez quando tu me convenceu a me inscrever e, na hora H, disse que não ia porque tava de ressaca. Não basta, também, ter um gato de estimação: têm que ser três, quatro, cinco, tem que virar gateira e participar dos grupos de discussão, tem que ignorar minha alergia e me fazer ir cuidar deles quando tu viaja (haja areia, haja bolinha, haja pelo). Pra ti não basta aprender o ponto tricô e o inverso: tem que aprender a tecer o fio, conhecer todas as agulhas e lãs existentes, me fazer o slouch mais incrível, montar um site, largar o jornalismo para virar tricoteira, professora e, agora, artista. Aliás, “agora” não: tu sempre foi artista: no teatro, no coro, na vida. Pelas tuas paixões e pelas tuas artes, eu te admiro muito. E sei que não sou o único.

Hoje digo oi pra ti (inside joke, opa), e te digo feliz aniversário também. Estamos fisicamente mais longe do que nunca, mas, intimamente, talvez mais perto do que sempre. Quem sabe que novas aventuras o destino nos guarda?

Ontem tu me pediu para escrever uma carta de amor. Tá aqui, só que nem é manuscrita nem pra mais ninguém: é pra ti.

Te amo, gata. Te amo que só a piula.

Happy Beauty-Day!

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Uma babá quase imperfeita

Eu tinha 14 anos quando vó Belinha morreu. Jô, a empregada que morava em casa com seu filhinho Samuel, era muito apegada a ela e se deprimiu, teve que voltar pra sua cidade porque não aguentava estar ali. Assim, vivi só com Fatoca por seis meses, até que um dia ela me chegou com esse papo:

– Arrumei uma pessoa.

– Pra quê? Tá namorando? Uhuuuu! Razô, mamis!

– Pra cuidar de você, da casa.

– De mim? (eu me sentia bem adulto, só me faltava essa babá agora)

– É, mas ela não quer ser empregada nem receber salário: o acordo é que ela cuida de tudo, mora com a gente, mas vai continuar estudando e vai buscar um emprego fora.

– Bom, mãe, a dona da casa é a senhora, né? Vou dizer o quê?

– É do interior, tem princípios. Foi freira por 10 anos, uma moça muito boa.

– Foi o quê?

– Freira, meu filho. Mas já saiu.

– Freira? Freira, freira? De igreja, hábito, terço na mão?

– Noviça. Josefina. Não é mais. Amanhã de manhã ela chega. Certeza de que vocês vão se dar bem.

Assim foi que Ana Célia entrou na minha vida, com seus olhos redondos arregalados, seu silêncio desconfiado, as sandálias franciscanas – josefinas, quer dizer –, o cabelo pixaim. Chegou apreensiva, mal abria a boca, e encontrou um menino curioso, mimado, cheio de manhas e sonhos.

De lá pra cá, muita coisa mudou: os seus cabelos, quanta diferença… de normalista ela passou a telefonista, depois passou em concurso público e hoje trabalha debaixo do sol quente e tem voz muito ativa na greve da categoria; mamãe mudou de plano astral; eu mudei de cidade, de país, e hoje acumulo cabelos brancos, rugas na cara e uns sonhos realizados.

Ao longo dessas mais de duas décadas, construímos uma relação especialíssima, de vasta cumplicidade, apoio e amor. Quando eu decidi que não teria uma família convencional, ela me acolheu sem julgar, ainda que intimamente lhe faltasse entendimento. Quando mamãe se enfermou, ela lhe cuidou como se filha fosse – e filha era, e irmã minha é. Quando a saudade apertou, venceu o pânico e se meteu num avião até São Paulo para estar comigo. Depois veio mais longe, até Lima, quem diria. E vai até onde for, eu sei, porque descobriu que não tem limites, que dá conta de qualquer desafio.

Ela é braba, grossa, não aguenta injustiça nem desaforo. Tem a língua mais rápida do oeste, do leste, de qualquer ponto cardeal. Desconhece a falsidade – o que lhe rende desafetos de pronto reduzidos à insignificância que merecem. Mas quando ama, ah!, ela ama de verdade. Disso eu dou fé. Sou seu menino, como ela me apresenta nos seus círculos sociais. O filho que ela não pariu. O amigo de todas as horas. O porto seguro. Como ela, pra mim.

Hoje Ana Célia fez aniversário. Acompanhei o trotar dos ponteiros para interromper seu sono e ser o primeiro a cumprimentá-la. Queria estar lá para dar um abraço acochado, jantar numa japa, compartilhar nossos segredos. Daqui, rezei pela sua saúde, pedi proteção, mandei boas vibrações. Nos falamos de novo no começo da noite. Confidenciamos, rimos, irmãos. Ela segue morando na minha casa, cuidando de tudo. Trabalha e quer fazer faculdade, no que tem meu total incentivo. Ainda que apartados por um continente, estamos juntos. E estaremos sempre.

Tava certa, Fatoca. A gente se deu muito bem.

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De repente, 35

Quando eu era pequeno, achava que 35 era idade de gente velha. Era quando as pessoas já tinham carro, fediam a cigarro, estavam casadas, com filhos, cheias de contas, rugas e cabelos brancos. Repetiam conversas sérias acerca dos mesmos assuntos chatos, jogavam baralho e viviam preocupadas e/ou reclamando, com suas opiniões formadas sobre tudo e seus julgamentos prontos, inclementes e infalíveis.

Minha mãe, não. Fatoca tinha um fusquinha e fumava, é verdade, mas era impetuosa e cheia de energia: saía pra balada, ria alto, resolvia viajar da noite pro dia… Se jogava na vida. E eu achava o máximo, claro.

Hoje, amanheço com os meus próprios 35 anos completos (e mais um dia, vá). Sou pedestre e antitabagista convicto, solteiro e recém desempregado por opção. De filhas, só minhas plantas. Tenho contas, mas todas elas solvíveis no curto prazo. Tenho rugas, mais por tanto sorrir que por qualquer preocupação ou tristeza. Tenho cabelos brancos – e pelos ornando, por todo canto, ai – que já aceito como beleza da idade, e não me faltam aprovações a eles, felizmente. Adoro um papo sério, mas as bobeiras estão na agenda de todo dia pra garantir a sustentável leveza do ser. Jogo baralho, jogo conversa, jogo charme. Me julgo suficientemente sábio para declarar que minhas opiniões são passíveis de revisão – e serão sempre, bastando, para isso, argumentação razoável e respeito mútuo. Saio pra balada, gosto de rir muito e alto, viajo, viajo, viajo.

Ainda sou pequeno, as pernas resolveram não esticar tanto… mas sou um grande homem. Grande porque penso, grande porque faço, grande porque amo. E recebo muito amor, motivo da minha imensa e irrefreável alegria de viver.

Cheguei aos 35, e os 35 me chegaram com uma cara e umas cores que eu não imaginava em outro tempo. Mas, vou te contar, tá bom DEMAIS assim!

(texto de 10/09/2012)

Respeitem as minhas rugas e pregas

Minha gente, tô chegando aos 30! Ou melhor, tô completando as 30 temporadas de sucesso, hehe…

E tenho uma sensação fortíssima de que essa é uma fase excelente na minha vida: de amadurecimento espiritual, de fortalecimento dos laços, de conquistas profissionais, de tanta coisa boa que venho plantando ao longo desses anos. Me sinto bem, sereno, confiante, disposto aos bons momentos (e que continuem sendo muitos!) e preparado pros desafios que eventualmente surgem – sem que a gente espere ou entenda, mas surgem.

Já ouvi dizer que os “inta” pesam no currículo, mas, sinceramente, se assim é, eu devo ter algum defeito de fabricação: tô mesmo é felicíssimo, só não mais porque nesse ano o dia de aniversário caiu num domingo, e muita gente aproveitou pra viajar no feriadão da Independência – eu já disse que adoro ter nascido perto dessa data? –, então nem todos os amigos estão por perto para eu abraçar.

Mas tem nada não, que eu sou de festa muita e adoro comemorar, ainda mais quando sinto que tenho tantos motivos, uns 30 pelo menos! E divido essa alegria com você, história e histórias da minha vida.

Você, que estudou comigo no colégio ou na faculdade (em qualquer uma delas), atravessou Fortaleza de ônibus pra dançar forró, atravessou vestibulares e Reflecons, atravessou o mar revolto para banhos livres ao luar, atravessou as diferenças, as perguntas sem resposta e até as respostas atravessadas para permanecer do meu lado até hoje.

Você, que eu conheci pela internet, nos blogs ou por aí, que transpôs a distância do monitor e hoje frequenta minha casa (ou ainda não, mas sabe que a porta está aberta).

Você, que bebeu, bebe ou beberá da minha cerveja, da minha cachaça, do meu suor e da minha inspiração. Conta após conta, ressaca após ressaca, vamos nos embriagando de vida. Juntos.

Você, que é família, de sangue ou de alma, sempre por opção nossa. Com quem divido esse conforto sem tamanho que é o amor fraterno, a irmandade.

É você, que eu tanto amo e a quem agradeço por me amar de volta, que até tem paciência de ler meus intermináveis e-mails, é você que eu gostaria de ter ao meu lado nessas comemorações todas pelas três gloriosas décadas que me trouxeram até aqui.

Sei que o trânsito de Fortaleza ou do Rio pra Sampa tá um horror, então dou um desconto aos conterrâneos daí. Em outubro, se Deus quiser e os controladores de vôo ajudarem, comemoramos. Mas aos de cá, não dou desconto, só dou opções, que a programação é intensa.

Hoje, sábado, a partir das 23h estarei no Leblon, com nosso querido Ailtinho (sim, aquele que era do Filial). De lá, zarparemos os psicóticos de sempre, como não poderia deixar de ser, ao magnânimo, infalível e incomparável Bailão, para comemorar meu ingresso de direito ao clube dos titios.

Amanhã, domingão e próprio dia 09, vai rolar um almoção no Pitanga às 13h, pontualmente, que agora que eu sou tio preciso comer em horário decente. Reservei uma mesa com 12 lugares, então seria bom me avisar antes se você resolver aparecer. De lá virei para casa, receber telefonemas e um ou outro transeunte que estiver passando pelas bandas da Maison Costa-Cintra. Não tem festa programada, mas vai terminar rolando, é óbvio, então comprei uns menduím. Quem quiser dar as caras, traga seus bebes, que os meus mal dão pra mim!

Agora, a festa MESMO vai ser mais pra frente. Ainda tô decidindo se comemoro na semana que vem ou se, mais provável, espero pelo aniversário da Gabby pra gente fechar a Taag e marcar época com uma noitada de arromba. Oportunamente, tipo mais tardar até segunda, aviso como vai ficar.

Enfim, o e-mail é pra dizer que está tudo lindo, que estou feliz! Faltam pouco mais de cinco horas para o dia 09, e menos de 16 para o horário exato da minha estreia naquela manhã quente de 1977. Tive um ímpeto de fazer conta para somar a quantos dias estou em cartaz, mas é besteira: o tempo é subjetivo (pelo menos enquanto a Biotherm esticar minhas marcas de expressão), e eu acredito que ele está, cada dia mais, a meu favor.

Obrigado por me fazer querer te mandar essa mensagem. E não me venha com piadinhas sobre rugas e pregas, que eu sou um senhor de respeito.

(texto de 08/09/2007)

Dobrando o cabo da Boa Esperança

Tá chegando o dia! Vou inteirar 29 ANOS DE SUCESSO! Quero ver o fôlego pra soprar tanta vela, hehe…

Pois bem, é sábado. Que eu ia comemorar, é fato, mas me debati um bocado sobre quando, como, onde, o quê etc. Todo ano é assim: difícil achar uma opção que caiba no bolso, na agenda, nos gostos, nos hormônios, no bilhete único ou na mamadeira de todo mundo. E eu gosto mesmo é de estar com todo mundo, então já viu o problema, né?

Aí que dessa vez resolvi optar por um programa “lemuélico”, como diz minha Marida: vou fazer um piquenique (pique-nique, picnic, picknick, você entendeu), uma “refeição em conjunto ao ar livre, geralmente sobre a relva”, na definição do meu amigo Houaiss. Tem direito a toalha na grama, árvores frondosas, quitutes diversos e cerveja no isopor e vai ser na porta de casa, para fugir do furdunço comum aos parques em fim-de-semana. E, para os temerosos quanto ao tempo, uma boa notícia: hoje faz SOL na terra da garoa, e todas as previsões indicam que a temperatura vai subir bastante até sábado, o que nos faz vibrar com a perspectiva de uma agradável e bucólica tarde de regozijo na companhia festiva dos queridos!

Então é isso! Cada um leva alguma coisa, doce ou salgada, sólida, líquida ou gasosa, animal, vegetal ou mineral. Chegando cedo, tanto melhor, que a gente aproveita mais.

Se você recebeu essa mensagem é porque é tanto bem-vindo(a) quanto esperado(a). Namorados, noivos, cônjuges, pets e avecs de qualquer sorte são permitidos. E, para qualquer esclarecimento, entre em contato com nossa central de relacionamento. Sua ligação é muito importante para nós.

P.S.: Para quem não entendeu ainda, mais curto e grosso: a gente vai sentar no chão e comer porcaria na praça em frente ao Solar, nesse sábado (09/09) a partir das 14h. Dá para parar o carro nas ruazinhas do BNH, tem banheiro em casa e moita na praça. A gente arruma música e a cerveja fica no isopor. E deixa de frescura, que vai ser MÓ LEGAL!

(texto de 07/09/2006)